Europa em Pespectivas | Inauguração de Exposição

Exposição de fotografias de Filipe Branquinho, Mauro Pinto, Sérgio Santimano e Yassmin Laforte

2 May 23h00
Europa em Pespectivas | Inauguração de Exposição

Por ocasião da semana da União Europeia, a Fundação Fernando Leite Couto apresenta ao público uma nova exposição que reúne quatro fotógrafos moçambicanos de renome internacional que durante as suas viagens pela Europa captaram, através das suas objectivas, momentos simultaneamente belos e controversos.

Escolhemos para esta colectiva, algumas das suas fotografias, não querendo abordar apenas um aspecto técnico ou um género superior a outro. Pretende-se utilizar o seu trabalho como instrumento para dar a conhecer, em poucas imagens algo do que é hoje a Europa no seu todo.

Tarefa demasiado difícil- se não impossível- porque os diferentes aspectos referentes à Europa ainda não deixaram de nos impressionar. Muitos textos e filmes de interpretação, de reportagem, de crónica, de história foram feitos.

A Europa moderna, produto de muitas mudanças económicas, religiosas, políticas e sociais, é um continente com características únicas mas simultaneamente produto de diversas Nações e culturas.

Não seria um diálogo fácil nem prudente aquilo que este pequeno número de imagens poderia fazer com o público. Não podemos, nem pretendemos, contar a história da Europa nem a vida daqueles que lá nasceram ou que lá habitam. 

A finalidade é dar ao público que nos visita uma exposição de arte.

Ao preparar esta exposição torna-se indispensável uma referência à autonomia criadora dos quatro artistas moçambicanos, questionando qual a influência destas diferentes localidades da Europa no seu trabalho. O que os impressionou e os levou a retratar a realidade europeia de forma tão diferente da que recolhe com a sua câmera o habitual turista em invariáveis excursões com aquilo que é autentico e relevante para Mauro Pinto, Filipe Branquinho, Sérgio Sentimano e Yassmin Forte.

Nesta pequena mostra, eles revelam-nos emoções artísticas profundas e perspectivas críticas de grande emotividade.

 Reinventa-se a fusão entre a erosão de edifícios arrojadamente modernos conservando um perfil totalmente realista, com a experiência sublime das paisagens cativantes ou com as imagens de um quotidiano legítimo que não necessita de ser clarificado para que seja aceite como tal.

 Esta exposição é, sem dúvida, uma oportunidade de ver coabitar e interagir quatro moçambicanos com uma Europa moderna e intemporal.