À CONVERSA COM ANTÓNIO PEDRO MOREIRA

"DAQUI ALI" de Portugal à África do Sul de bicicleta

8 Mar 00h00
À CONVERSA COM ANTÓNIO PEDRO MOREIRA

Se tens um espírito aventureiro, gostas de viajar e escrever; não percas este final de tarde na companhia do autor do livro "Daqui Ali: De Portugal à África do Sul de Bicicleta", que irá partilhar com o público parte desta grande aventura.
Pedro Moreira, um psicólogo virado viajante, virado escritor, virado perseguidor da VIDA que quer ter.
Sai de Coimbra com um canudo, lançou-se para a Noruega em estágio profissional, daí para a Inglaterra, onde trabalhou como psicólogo clínico durante dois anos.
Até que foi à Índia em 2009 e percebeu o que realmente queria fazer. Abandonar o certo e abraçar o incerto. Despediu-se, apontou bem lá para o fundo e rumou a Singapura sem voar. Ida e volta. Estes 50.000km percorridos ao longo de 9 meses e meio com o escasso orçamento de 3300€ para todas as despesas fizeram-no perceber o seu fascínio de VIDA. Aliou essa paixão a outra e nasceu o seu primeiro livro de viagens, o “Daqui Ali – De Portugal a Singapura Por Terra”.
Passou-se um ano, novo emprego em Inglaterra com o conforto de trabalhar apenas uma semana por mês. Passaram dois anos e… a necessidade de partir novamente. Desta vez apontou para aquele mítico destino onde tantos portugueses pereceram, o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul e o meio… a bicicleta.
Porque não?
Foram 15 meses e 15.000km ao longo de 22 países.
Como é que se volta atrás depois de percebermos quem somos e o que queremos fazer? Olhar para a VIDA da mesma forma que olhávamos antes de 50.000km por terra de Portugal a Singapura? Não se volta. Ainda que em casa, a mente segue sempre, deixando os dias passar com outros destinos ao assalto. África. Uma Bicicleta. E uma alma em direcção a um Adamastor redimido, passando por todo o desconhecido que de si me separa, sempre com o desejo que, se tentar com força suficiente, me dilua nas terras e gentes que as habitam. Medos, frustrações, provações, e a alma lançada a cada canto e esquina, caindo sempre inteira. O Amor dá força, e o Amor de quase cada estranho que encontrei estrada fora não a deixou nunca partir.
O Amor e as provações dançaram, e escreveram estas páginas.